Vida nômade: 10 coisas que aprendi em um ano!

Dez coisas que aprendi em um ano de vivendo como nômade!

Para celebrar um ano vivendo como nômade digital, trago nesse texto 10 coisas que aprendi ao estar sempre viajando sem uma casa para voltar!

Nômade, por definição, é alguém que não tem habitação fixa, que vive sempre mudando de lugar. No nosso caso, a vida nômade só é possível devido ao trabalho remoto, feito pela internet, por isso a denominação completa é nômade digital.

Somos muito pequenos nesse mundo!Veja 10 aprendizados que as viagens me trouxeram no post. Clique para ler!

Nós optamos por conhecer esse estilo de vida no fim de 2017. Porém, só colocamos o pé na estrada mesmo em 2018 e, no último dia 20, completou-se um ano que embarcamos para nosso primeiro destino. Desde então, já passamos por mais de 30 cidades em três países, seja morando temporariamente ou a passeio.

Assim, vivemos inúmeras aventuras, alguns perrengues e dias de calmaria. Acredito que cada experiência trouxe uma lição, por isso trago essa lista com 10 coisas que aprendi durante esse ano!

1. Planejamento é essencial

Organização e planejamento fazem parte da nossa rotina, uma vez que não podemos abrir mão da internet e outros confortos indispensáveis para trabalhar. Cada mudança precisa ser avaliada com meses de antecedência, para garantir o melhor custo/ benefício e que tenhamos tempo para conhecer e aproveitar a cidade.

Para cada passo é preciso pensar em despesas e, se for para outro país, há ainda mais complicações como seguros de saúde, câmbio de moedas e linguagem. Quando começamos a vida nômade, ficamos um mês em Vancouver e depois rodamos pelos Estados Unidos parando de uma a duas semanas em cada cidade. Essa experiência nos fez valorizar ainda mais o planejamento de tempo e roteiros, porque só podíamos explorar os lugares durante os finais de semana. Os mapas e indicações foram essenciais para evitar gastar nosso tempo, que era bem limitado, vendo pontos que poderiam nos decepcionar.

Nessa parte agradeço muito a existência dos blogs de viagem, que sempre apareciam nas minhas buscas por informação. Agora que estamos no Brasil, fizemos a opção por passar pelo menos 3 meses morando em cada cidade, para poder curtir com mais calma cada destino.

2. Manter-se positivo pode transformar sua situação

Contudo, por mais que façamos planos, muitas e muitas vezes as coisas sairão dos eixos. Mas isso não é motivo para estragar seu passeio!

As melhores histórias que temos para contar são de coisas dando errado. Saímos atrasados, perdemos a entrada, ventou, choveu, lugar congelado, fechado, difícil de chegar… Claro que na hora a gente fica nervoso. No entanto, o melhor que se pode fazer é respirar fundo e resolver o problema. E, depois, tentar ver o lado positivo.

Se quando saímos atrasados tivéssemos desistido de entrar no parque do Grand Canyon teríamos perdido um pôr do sol maravilhoso e um belo céu estrelado. Se não fossemos para Rocky Mountains porque os lagos estavam congelados em abril, não teríamos visto as paisagens mais lindas que já vi na vida. Se depois de pegar uma estrada errada a gente desistisse da cachoeira, perderíamos uma bela trilha.

Portanto, nunca podemos deixar um sentimento momentâneo destruir o que pode ser um dia lindo! Manter-se positivo e tirar o melhor de cada situação é a melhor saída.

3. Estar aberto a conhecer as diferentes culturas te faz uma pessoa melhor

A melhor maneira de conhecer um lugar é estar aberto a tudo que ele pode te trazer. Isso significa provar as comidas locais, mesmo que seja só pra dizer depois que achou ruim. Significa descobrir os hábitos daquele povo e ver que podemos ser tão iguais, mesmo distantes. Significa visitar museus e pontos turísticos não só porque fazem parte do roteiro, mas para entender aquela cultura.

Assim, começamos a enxergar a beleza que existe nas diferenças e paramos de torcer o nariz para aquilo que consideramos estranho. Há razões que levam um povo a agir de determinada maneira, e explorar outros lugares e histórias pode destruir seus preconceitos e te fazer encontrar um caminho de harmônia.

Por isso viajar nos faz seres melhores, mais empáticos e tolerantes. Nos faz, também, refletir sobre quanto nossos hábitos e crenças só são nossos porque nascemos em determinado lugar.

4. Não somos obrigados a nada

Quando estávamos em Nova Iorque o Thiago me perguntou se eu não queria ir ver a estátua da liberdade, porque né, quem vai a Nova Iorque TEM que ver a estátua. Eu não sou o tipo de pessoa que liga muito para grandes construções, meu destinos favoritos são de paisagens com natureza e parques. Então eu não fui. E não me arrependo!

Não somos obrigados a nada só porque os outros fazem, e isso é importante de ter em mente. Ás vezes a gente só quer ficar o sábado em casa vendo Netflix ao invés de visitar algum ponto turístico. E, se isso nos faz feliz, tá tudo bem! Não há uma fórmula sobre a maneira correta de ser nômade.

Descobri que eu posso conhecer cada lugar a minha maneira e isso não me faz uma turista pior ou alguém que está perdendo algo. Eu estive nos pontos que achei importante e me senti bem. A gente não tem que fazer nada só porque os outros fazem, encontre sua própria maneira de explorar o mundo!

5. Cuidar-se é importante

Cuidar da nossa saúde é desafiador quando nos mudamos constantemente. Mas é importante demais estabelecer uma rotina e alimentar-se bem. Quando chegamos em um destino novo precisamos lutar contra o clima de “férias” e a vontade de provar as delícias que nos esperam.

No começo desse ano tive o diagnóstico de gastrite, devido a alimentação exagerada e falta de cuidado. Então aprendi essa lição do jeito mais difícil! Agora, costumo cozinhar alimentos saudáveis e reservo apenas uma refeição na semana para extravasar. Da mesma forma, temos buscado fazer atividades físicas e alongamentos regularmente, já que as dores nas costas não perdoam quem trabalha sentado. Recomendo o mesmo para todos! Sem saúde, a gente não consegue explorar lugar nenhum mais.

Veja nesse post dez coisas que aprendi em um ano de viagens sem uma casa para voltar! Clique para ler.

6. Somos pequenos demais nesse mundo

Impossível se ver em frente a uma montanha ou no meio de uma multidão e não enxergar o quão mínimo é o espaço que ocupamos nesse planeta. Nossa existência é um piscar de olhos, um milésimo de segundo na história do universo.

E enxergar isso te dá uma outra perspectiva sobre a vida. Ficamos mais humildes e os grandes problemas já não parecem tão grandes assim. A presença das pessoas queridas e sentimento de pertencer a algo passa a ser mais valioso. Do mesmo modo, os bons e efêmeros momentos de contemplação e paz interior se tornam mais frequentes.

7. Lar é sentimento, não lugar

Descobri nesse ano que lar não é um lugar físico. Lar é onde a gente se sente seguro e livre. Lar é onde há amor, companheirismo e conforto. E se esses sentimentos estão presentes, não importa se estamos num quarto de hotel, casa ou apartamento.

Eu me sinto muito privilegiada de ter um companheiro de aventuras que faz parte do meu lar. Seja na neve ou no deserto, seja no Brasil ou no exterior: quando estamos juntos, estamos em casa.

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8. Desapegar é libertador

A vida nômade nos obriga a carregar só o que cabe nas malas. E isso nos forçou a desapegar dos mais variados objetos e vaidades. Ainda assim, rolam alguns estoques estratégicos nas casas dos nossos pais.

Essa parte se mostrou bem mais desafiadora do que eu previa. Mesmo sabendo das limitações do nosso estilo de vida, vira e mexe surge um objeto novo na mala. A diferença é que, atualmente, a gente não fica mais guardando as coisas porque “vai que um dia a gente precisa” e conseguimos dar adeus sem dó para tudo que não é mais útil. Do mesmo modo, aprendemos que poucas roupas e sapatos são suficientes.

Desapegar-se dos objetos nos dá uma sensação de liberdade, pois o caminho se torna muito menos cansativo se a mochila está leve. Assim nós podemos ir mais longe!

9. Não acredite nas redes sociais, elas só mostram o lado mais bonito

Você abre o instagram e vê aquelas fotos incríveis de um lugar. O primeiro pensamento é “como deve ser ótimo estar lá!”. Mas é preciso lembrar que as partes feias não aparecem na imagem!

Muitas vezes chegamos em lugares cujo acesso era difícil, ou estava sempre lotado de turistas, ou mesmo que nem eram “tudo isso” que as fotos mostravam. Aprendi que as redes sociais só exibem um segundo de tempo que foi devidamente enquadrado e filtrado, mostrando um ideal de realidade que não existe. Ali só está pintado o mais bonito de cada parte.

Não vejo problemas que seja assim, contanto que todos tenham consciência disso e não fiquem se comparando, nem construindo uma imagem idealizada das pessoas e lugares por trás de cada perfil. Todo mundo passa por perrengues, dias ruins e acontecimentos inesperados.

10. Mudar faz parte da vida

Por fim, quero dizer que nosso planos futuros estão se distanciando da vida nômade. Nos apaixonamos por uma cidade e estamos correndo atrás de ir morar por lá. Mudar de planos, ter novos sonhos, tudo isso faz parte! O importante é estarmos felizes!

Obrigada pela visita!

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